Jovem violada pelo pai deve cortar contactos com agressor

Psicólogo Rui Abrunhosa Gonçalves defende que a rapariga de 16 anos que foi violada pelo pai e também pelo padrasto deve ser protegida

A jovem de 16 anos que terá sido violada pelo padrasto quando tinha 13 e que depois foi também abusada sexualmente pelo próprio pai, a quem foi entregue, deve passar por uma "avaliação psicológica" e entrar num "processo terapêutico prolongado, de preferência com o mesmo terapeuta", defendeu, em declarações ao DN, o psicólogo da Justiça Rui Abrunhosa Gonçalves.

O pai da jovem ficou em prisão preventiva na semana passada, depois de a secção de crimes sexuais da Polícia Judiciária o ter detido, como o DN noticiou ontem. O psicólogo Rui Abrunhosa Gonçalves entende que "o melhor para a vítima é que a protejam de quaisquer contactos ou visitas ao pai na prisão porque este pai não tem condições nenhumas para exercer a parentalidade, nem com esta filha nem com outros filhos que tenha". O suspeito de violação, de 40 anos, refez a vida depois do divórcio com a mãe da jovem e acabou por ter um filho, agora com quatro anos, da nova companheira.

A sua filha de 16 anos, que terá violado desde abril do ano passado até maio último, "vai precisar de tempo para superar o trauma e a vergonha e não ficar ligada a uma ideia de vingança", sustentou Rui Abrunhosa Gonçalves, que tem acompanhado ao longo dos anos, nas prisões e fora do sistema prisional, vítimas e autores de crimes com efeitos traumáticos.

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