Jovem que esfaqueou colegas julgado à porta fechada

O julgamento do jovem que esfaqueou quatro pessoas numa escola em Massamá quando pretendia imitar um massacre arrancou hoje e vai decorrer à porta fechada por determinação do Tribunal de Família e Menores de Sintra.

Num despacho entregue hoje de manhã aos jornalistas, o tribunal justificou a decisão com a "salvaguarda da imagem, do estado psíquico e a genuidade do comportamento do jovem, atendendo à especificidade dos crimes que lhe estão imputados e ao grande alarme social que os mesmos provocaram na comunidade em geral".

Segundo o despacho de promoção judicial do Ministério Público (MP) o jovem, de 15 anos, é suspeito da prática dos crimes de terrorismo, de tentativa de homicídio, ofensas à integridade física e posse de arma ilegal. O MP pede como"medida definitiva o internamento em regime fechado durante 30 meses", segundo o advogado do menor, Pedro Proença, que em declarações ao DN considerou a medida "excessiva e brutal".

O advogado do menor tinha pedido o adiamento da audiência por entender que o tempo entre a emissão do despacho de promoção judicial do MP e a audição em tribunal, cerca de 15 dias, era curto para preparar a defesa, mas viu hoje o tribunal rejeitar o seu pedido.

A 14 de outubro, o jovem dirigiu-se à Escola Secundária Stuart Carvalhais, onde estudava, com duas facas de cozinha e um 'spray' de gás pimenta na mochila, segundo a PSP. Acabou por esfaquear três colegas e uma funcionária.

Na ocasião, fonte policial adiantou à agência Lusa que o jovem, que acabou por esfaquear três colegas e uma funcionária, pretendia "imitar um massacre e matar, pelo menos, 60 pessoas", de acordo com uma folha A4 que se encontrava na mochila do menor quando este foi detido.

O jovem continua internado em regime fechado num centro educativo.

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