João Rendeiro tem mesmo de pagar um milhão

O Tribunal da Supervisão confirmou a coima aplicada em dezembro de 2014 ao ex-líder do BPP

"Uma influência decisiva e um papel fundamental" do ex-presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro, nas práticas adotadas pelo banco caracterizadas por uma "facilidade de ultrapassar os limites da legalidade". A fundamentação é da juíza do Tribunal da Supervisão de Santarém, que ontem confirmou a contraordenação de um milhão de euros aplicada em dezembro de 2014 pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ao ex--banqueiro.

A magistrada confirmou ainda a sanção acessória de inibição do exercício de funções no setor por um período de cinco anos. Apesar de ter absolvido João Rendeiro - tal como os restantes arguidos - da maioria das contraordenações imputadas pela CMVM, o tribunal manteve o valor da coima única a Rendeiro. O DN tentou obter uma reação do visado mas sem sucesso.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.