Jerónimo diz que "nada pode fazer adiar" a reposição das 35 horas a 01 de julho

O secretário-geral do PCP afirmou ser "fundamental concretizar esse compromisso com os trabalhadores e nomeadamente na administração pública"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que "nada pode fazer adiar a concretização em pleno" da reposição das 35 horas para "todos os trabalhadores da administração pública, independentemente do seu vínculo".

Numa visita à Quinta do Cabo da Marinha (propriedade do partido), no Seixal, Jerónimo de Sousa foi questionado sobre a reposição das 35 horas, tema que tem sido discutido na última semana, afirmando ser "fundamental concretizar esse compromisso com os trabalhadores e nomeadamente na administração pública".

"Estão criadas todas as condições para dar esse passo adiante e concretizar no dia 01 de julho para todos os trabalhadores da administração pública independentemente do seu vínculo", disse, considerando que "nada pode fazer adiar a concretização em pleno desse objetivo".

O líder comunista admite que "existirão necessidades objetivas em relação a este ou aquele setor", mas a medida é para avançar porque "não se trata de criar um direito novo, trata-se de uma reposição daquilo que os trabalhadores tinham e lhes é devido".

"Estamos confiantes que serão encontradas as soluções no plano do Governo, no plano legislativo capaz de concretizar esse objetivo", disse.

O primeiro-ministro, António Costa, disse na terça-feira estar "surpreendido pela polémica" em torno da aplicação das 35 horas de trabalho, afirmando que "não haverá aplicação faseada" e sim uma entrada em vigor a 01 de julho para todos os trabalhadores com funções públicas.

Jerónimo de Sousa foi questionado ainda sobre o acórdão do Tribunal Constitucional sobre as contas anuais de 2011 dos partidos, que concluiu que apenas seis cumpriram a lei, estando o PCP na lista dos incumpridores.

O secretário-geral comunista recordou que na altura "estavam a ser implementadas novas regras em termos de financiamento dos partidos", garantindo que o partido vai cumprir a decisão do tribunal.

"Há uma coisa da qual não podem acusar o PCP: que esses dinheiros foram usufruídos em benefício próprio. Não. Todas as verbas que forem para além desse princípio fundamental [dos eleitos não serem prejudicados nem beneficiados] são entregues ao nosso partido para a sua luta na defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo", assegurou.

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