Jerónimo acusa Presidente de "exorbitar funções"

Líder do PCP diz que "não é admissível" intervenção de Cavaco sobre "legitimidade dos partidos" e não abre jogo sobre negociações

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou esta sexta-feira que o Presidente da República "exorbitou funções" e "subverteu os fundamentos do regime democrático" ao justificar a indigitação de Passos Coelho como primeiro-ministro da forma como o fez.

Para Jerónimo, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa no Parlamento, a comunicação de Cavaco Silva constitui "mais um episódio de assumido confronto com a Constituição da República", notando ainda que "não é admissível" a intervenção presidencial sobre a "legitimidade dos partidos".

Questionado sobre as negociações, o líder comunista repetiu o que tem dito em público, de que o PS tem "condições para a formação de um governo", adotando uma "solução que seja duradoura". E não esclareceu o que fará o PCP se o Presidente colocar como condição para aceitar esse acordo a ida explícita do PCP para o executivo. "No momento que estamos não é esse [cenário]."

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