Jardim promete "bengaladas" a quem desunir o PSD

Ex-presidente do governo da Madeira apelou à unidade do partido


Seis anos depois, Alberto João Jardim, líder histórico do PSD/Madeira há dois anos afastado da política ativa, regressou ao púlpito num congresso nacional do PSD.

Sem o dizer, Jardim pareceu mostrar-se um apoiante firme da liderança de Rui Rio. Fez, no final da sua intervenção, apelos à unidade do partido, no seu registo muito próprio, aplaudido pelos congressistas: "Agora vamo-nos unir porque unidos é que vamos ganhar. E ó meus senhores, se continuarem em guerras do alecrim e da manjerona eu se calhar vou ter que voltar aqui para vos dar umas bengaladas!"

De resto, Jardim aplicou-se a defender teses que vão em oposição às que Passos Coelho aplicou de 2011 a 2015 no governo que fez com o PSD. Dizendo, por exemplo, que "a falência de bancos ocorreu por falta de regulação do Banco de Portugal", que a legislação laboral "até tem aspectos positivos" (embora defendendo aqui uma "correta regulamentação" da lei da greve quando estão em causa os setores dos transportes e da saúde) e que o PSD se deve empenhar na UE na "defesa do povos do sul" porque a atuação situação, em que não há uma "distribuição de rendimentos equitativa" do entre os do norte e os do sul, o que, no seu entender, transforma a Europa num "grande bluff" e numa "grande treta".

Marcelo Rebelo de Sousa também foi alvo das críticas de Jardim quando este disse que é preciso "um Presidente que não seja situacionista e que seja capaz de fazer em Portugal um referendo sobre a Constituição".

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