Interromper TGV foi "profundo retrocesso" para economia

A antiga secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino criticou hoje a interrupção do projeto ferroviário de alta velocidade (TGV), considerando-a um "profundo retrocesso" para a economia portuguesa.

"Foi um profundo retrocesso para a nossa economia parar-se com este processo. Mas admito que é muito fácil fazer-se demagogia [em torno do TGV]", disse Ana Paula Vitorino na comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias.

Para a outrora governante socialista, o momento do país, com diversas famílias em crise, "torna fácil" fazer "demagogia" em torno do TGV, mas o projeto, assinala, poderia sustentar-se economicamente por si próprio, beneficiando de fundos comunitários entretanto perdidos por Portugal.

Ana Paula Vitorino está desde meio da tarde a responder às questões dos deputados sobre o projeto de alta velocidade, entretanto suspenso, e o metro Sul do Tejo.

A decisão de interromper o projeto do TFV já estava prevista no Plano Estratégico dos Transportes, publicado em novembro de 2011 em Diário da República, e foi confirmada pelo Ministério da Economia em março, depois do chumbo do Tribunal de Contas (TC) ao contrato do troço Poceirão-Caia.

O Governo justificou que a decisão do TC encerrava "a polémica em torno do projeto do TGV", sendo este "definitivamente abandonado".

A comissão de inquérito às PPP rodoviárias e ferroviárias resulta de duas iniciativas: uma do PSD e do CDS e outra do Bloco de Esquerda.

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