"Viver e não apenas recordar" o espírito da revolução

Cerca de 60 pessoas juntaram-se hoje em Lisboa para "viver e não apenas recordar" o espírito do 25 Abril, precisamente no momento em que, há 39 anos se iniciaram as operações militares que depuseram o regime do Estado Novo.

Em cima de uma cadeira, de microfone na mão e cravo vermelho ao peito, hoje à noite no Largo São Sebastião da Pedreira numa iniciativa de militares de Abril, o coronel Andrade da Silva, que há 39 anos foi um dos operacionais da revolução, disse que este ano se devia viver a efeméride "com um novo conceito", para que não seja só uma recordação.

"Vamos fazer o que a liberdade consente, com respeito", exclamou, lamentando que ainda exista uma "nação pouco reconhecida para os filhos da pátria".

Dito isto, Andrade da Silva gritou "viva a chamite", no momento em que um desses veículos militares dobrou a esquina do antigo quartel do Governo Militar de Lisboa.

Soou a musica "E Depois do Adeus", na voz de Paulo de Carvalho, primeira senha da revolução, entoada na sessão de hoje por alguns dos presentes.

Tinham já sido distribuídos cravos vermelhos pelos participantes, muitos deles militares de abril, à medida que vários intervenientes foram subindo a uma cadeira - um improvisado palanque - para uma espécie de tribuna pública.

Foi aí que se falaram das conquistas democráticas, dos problemas atuais do país, do que se passou há 39 anos, da tortura da Pide, das manobras militares.

Entre palmas ainda gritaram "a liberdade é de todos" e "25 de abril sempre, fascismo nunca mais".

Entre os presentes, houve quem criticasse que se vive "num estado policial", por causa da presença no local de uma dezena de agentes da polícia.

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