Vistos Gold falharam na criação de emprego, mas têm "efeito relevante de atração de capital"

Ministro lembra que finalidades dos Visto Gold foram alargadas

Ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou mudanças entretanto feitas para melhorar mecanismo

O ministro Augusto Santos Silva admite que o programa dos Vistos Gold não cumpriu os objetivos de criação de emprego inicialmente previstos.

A reação do governo surge na sequência da proposta do Bloco de Esquerda de pôr fim aos Vistos Gold, que defendem, abriram a porta à corrupção e especulação imobiliária.

Em declarações à TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros admite que "no que diz respeito à terceira razão pela qual pode ser concedida autorização - projetos de investimento com criação de postos de trabalho -, essa razão tem sido usada residualmente". Isto já que em mais de 5700 vistos concedidos, apenas nove tiveram como objetivo criar emprego.

"Introduzimos entretanto alterações no sentido de baixar o limiar neste último caso e também no sentido de atrair capital para fins culturais. Portanto, no sentido de valorizar também as razões de mecenato na concessão de autorização de residência", sublinha o governante.

No entanto, Augusto Santos Silva relembra que este é um programa importante para Portugal porque tem atraído investimento. "Este instrumento é útil, tem um efeito limitado, mas útil".

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