Venda do Novo Banco: PCP questiona Costa e quer ouvir acionista

Comunistas entregaram requerimento para audição do Fundo de Resolução. E vai interpelar primeiro-ministro no próximo debate quinzenal

O PCP quer questionar o acionista único do Novo Banco, depois da notícia avançada esta quinta-feira pelo DN de que o Novo Banco será posto à venda a 31 de março. E vai reservar uma pergunta no próximo debate quinzenal, a realizar quarta-feira, dia 30, para o primeiro-ministro, António Costa.

O deputado Miguel Tiago explicou que o grupo parlamentar comunista entregou na Comissão de Orçamento e Finanças um requerimento para que o Fundo de Resolução (o acionista único, composto por um representante do Ministério das Finanças, outro do Banco de Portugal e um terceiro indicado pelas duas entidades) vá "explicar a estratégia" de venda, como é que quer vender, quanto é que espera encaixar, o que é que vai fazer ao banco para possibilitar essa venda" e quais as "consequências" para a instituição.

Miguel Tiago antecipou ao DN que "esses dados vão comprovar a tese de que a única coisa que pode salvaguardar" o interesse público "é o Novo Banco ficar na esfera pública". Para o deputado do PCP, "a sua venda significará sempre perdas", para além da perda de "uma importante empresa bancária", sobretudo pelo papel que pode desempenhar no "apoio à economia" e na "concessão de crédito".

Pela composição do acionista, que inclui o Ministério das Finanças, a bancada do PCP quer "compreender em que medida" o gabinete de Mário Centeno, "que é a entidade política, pode intervir para salvaguardar o interesse nacional". Por isso, justificou Miguel Tiago, "também vamos questionar o primeiro-ministro no próximo debate quinzenal".

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