Vale e Azevedo pede reapreciação da liberdade condicional

João Vale e Azevedo pediu hoje a reapreciação da liberdade condicional, depois de o Tribunal de Westminster, em Londres, ter recusado o pedido das autoridades portuguesas para ampliação do âmbito da extradição para Portugal do antigo presidente do Benfica.

A advogada de Vale e Azevedo, Luísa Cruz, apresentou o pedido no Tribunal de Execução de Penas de Lisboa por considerar que a decisão do tribunal britânico, datada de 27 de maio último, constitui "factos novos e informações complementares".

No acórdão do Tribunal de Westminster, o juiz Purdy recusa a ampliação do âmbito da extradição de Vale e Azevedo, que, sublinha-se no acórdão, a que a agência Lusa teve acesso, "tem a proteção que lhe é conferida pelo princípio da especialidade".

Este regime estabelece que Vale e Azevedo não podia ser sujeito a procedimento penal por infração anterior à extradição, concretizada a 12 de novembro de 2012.

"[Vale e Azevedo] não pode ser preso em qualquer das acusações pendentes", refere o acórdão, em referência à condenação por apropriação indevida de verbas do Benfica, proferida a 02 de julho do ano passado, e o processo de alegadas falsas cauções económicas prestadas de 2001 a 2007, julgamento que não está ainda marcado.

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