Vale e Azevedo condenado a dez anos de prisão

João Vale e Azevedo foi condenado hoje a dez anos de prisão efetiva pelos crimes de apropriação indevida de mais de quatro milhões de euros do Benfica, branqueamento de capitais, abuso de confiança e falsificação de documento.

O coletivo de juízes da 3.ª Vara Criminal de Lisboa, presidido por José Barata, considerou que Vale e Azevedo, presidente do Benfica de finais de 1997 a 2000, teve uma conduta ilícita e beneficiou da falta de "controlo e vigilância" para "apropriar-se ilegitimamente de verbas para seu proveito próprio".

O tribunal sublinhou que Vale e Azevedo agiu "com dolo" e referiu que toda a prova documental ficou provada nas audiências de julgamento.

A cumprir pena no Estabelecimento Prisional da Carregueira (Sintra), Vale e Azevedo esteve ausente na leitura do acórdão, ao abrigo da extradição para Portugal, no âmbito do cúmulo jurídico de 11 anos e meio fixado com as condenações nos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.

A sentença refere-se a um processo, no qual Vale e Azevedo, presidente do Benfica de novembro de 1997 a outubro de 2000, é acusado de branqueamento de capitais, falsificação de documento e abuso de confiança. Neste processo, estão em causa as transferências dos futebolistas britânicos Gary Charles e Scott Minto, do brasileiro Amaral e do marroquino Tahar El Khalej.

Neste julgamento, Vale e Azevedo apenas esteve presente na sessão de 20 de novembro de 2011, tendo estado somente 15 minutos perante o coletivo de juízes. Vale e Azevedo chegou a pedir que cessassem as sessões e que o juiz presidente fosse afastado, mas o Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou as pretensões.

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