Universidade de Lisboa é a n.º 1 ibérica na ciência

Leiden Ranking holandês, que mede prestação científica, coloca a instituição em 31.º lugar a nível europeu e na 117.ª posição mundial

A Universidade de Lisboa (ULisboa) é a universidade melhor classificada de toda a península Ibérica no Ranking de Leiden 2017, que mede o desempenho ao nível da ciência de 902 universidades de 54 países.

De acordo com os dados deste ranking, citados pela ULisboa, liderada por António da Cruz Serra, a instituição é 31.ª a nível europeu, contexto em que se destaca em várias áreas científicas: "5.º lugar na área da Matemática; 10.º lugar na área das Ciências da Vida e da Terra e 12.º lugar na área das Ciências da Engenharia e da Física".

A nível mundial ocupa a 117ª posição. "Em termos globais a Universidade de Lisboa continua a subir neste prestigiado ranking", sublinha a universidade em comunicado. O Ranking de Leiden, explica a ULisboa, "utiliza a base de dados científicos da Web of Science da Thomson Reuters, centrando-se em publicações sob a forma de artigos e reviews mas excluindo livros, publicações em atas de conferências e publicações em periódicos não indexados na WoS".

Ou seja, de uma forma simplista, mede a chamada produção científica das instituições do ensino superior, sendo que o ranking em causa abrange o período de 2012-2015. Além do número total de publicações, o ranking discrimina ainda a percentagem destas que estão no top 10% das mais valorizadas nas respetivas áreas. Por exemplo, a Universidade de Lisboa conta com 6584 publicações, 575 das quais nesse top.

Entre as instituições nacionais, a segunda melhor classificada é a Universidade do Porto, que ocupa o 143.º lugar. O "pódio" nacional é fechado pela Universidade de Coimbra, que surge na 349.ª posição global. O topo da tabela é liderado pela Universidade de Harvard, com outras três instituições dos Estados Unidos (Michigan, John Hopkins e Stanford) entre as dez primeiras. A China é o segundo país mais representado no topo, com as universidades de Zheinang e Xangai nos terceiro e quinto lugar. A Universidade de São Paulo (sétima) é a melhor entre os países lusófonos.

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