Um quarto dos dadores de sangue foram novos dadores

Um quarto dos dadores de sangue, inscritos em 2012, foram-no pela primeira vez e mais de um terço desses dadores tinham menos de 34 anos, divulgou hoje o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

Estes números, de acordo com o IPST, apontam para um aumento de novos e de mais jovens dadores.

Em 2012, houve 186.032 dadores inscritos (número inferior ao das dádivas, pois alguns dadores dão sangue mais do que uma vez), dos quais 65.765 (35%) tinham menos de 34 anos.

Entre os 18 e os 24 anos, foram 22.802 os inscritos, ao passo que, nas faixas etárias entre os 25 e os 34 anos, se registaram 42.963 inscrições.

Do total, 45.675 foram novos dadores (25%), apontam os dados do IPST.

Num balanço feito em setembro do ano passado, o IPST revelou que, em 2011, os novos dadores representavam 12,8% do total.

O presidente do IPST, Helder Trindade, também revelou hoje que as colheitas de sangue feitas até final do passado mês de maio aumentaram 5%, face ao período homólogo, ultrapassando as 89 mil unidades.

Segundo o responsável, em 2012 foram produzidas 351.397 unidades de sangue, uma média diária de 962 unidades, das quais 60% correspondem às colheitas do IPST (210.882 unidades).

Assim, até ao final de maio deste ano, o IPST esperava ter aproximadamente 86 mil unidades colhidas, mas esse valor ascendeu aos 89.536, o que representa um aumento de cerca de 5% face ao mesmo período do ano anterior.

Este aumento é explicado com o aumento do número de brigadas no terreno.

Ainda de acordo com Helder Trindade, ao início da manhã de hoje, o país tinha em reserva 15.696 unidades, das quais 9.600 estavam na reserva do IPST.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.

Premium

João Taborda da Gama

Por que não votam os açorianos?

Nesta semana, os portugueses, a ciência política em geral, e até o mundo no global, foram presenteados com duas ideias revolucionárias. A primeira, da lavra de Rui Rio, foi a de que o número de deputados do Parlamento fosse móvel tendo em conta os votos brancos e nulos. Mais brancos e nulos, menos deputados, uma versão estica-encolhe do método de Hondt. É a mesma ideia dos lugares vazios para brancos e nulos, que alguns populistas defendem para a abstenção. Mas são lugares vazios na mesma, medida em que, vingando a ideia, havia menos pessoas na sala, a não ser que se fizesse no hemiciclo o que se está a fazer com as cadeiras dos comboios da ponte, ou então que nestes anos com mais brancos e nulos, portanto menos deputados, se passasse a reunir na sala do Senado, que é mais pequenina, mais maneirinha. A ideia é absurda. Mas a esquerda não quis ficar para trás neste concurso de ideias eleitorais e, pela voz do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, chega-nos a ideia de incentivar votos com dinheiro.