Um mês de festas em Lisboa

As festas de Lisboa de 2018 arrancam na próxima sexta-feira com uma inauguração: a do LU.CA - Teatro Luís de Camões, que terá neste mês de junho uma programação dedicada aos mais novos. E vão terminar com um concerto de Gilberto Gil, no Jardim da Torre de Belém, no dia 30

Pelo meio, Lisboa terá inúmeros concertos, festivais, exposições e irá recordar a Expo"98, a exposição mundial que homenageou os Descobrimentos portugueses há 20 anos e que mudou a face oriental da cidade. A marca ecológica da autarquia não foi esquecida e, nos eventos de maior dimensão, os copos reutilizáveis vão substituir os de plástico. As marchas populares, um dos pontos altos do mês de junho, serão, este ano, inspiradas por Vasco Santana, assinalando assim os 120 anos do nascimento de um dos maiores atores nacionais e os 60 da sua morte: 28 de janeiro de 1898 - 13 de junho de 1958.

Espetáculos e festa nos bairros

O programa da edição de 2018 das Festas de Lisboa - apresentado esta manhã pelo presidente da câmara, Fernando Medina -, inclui uma grande diversidade cultural com palcos pela cidade, com especial destaque para o Festival Lisboa Mistura e a Festa da Diversidade (na Ribeira das Naus, junto ao Tejo) e para os três espetáculos que estão agendados para o Castelo de São Jorge. Aqui, e de forma gratuita, Carminho, Camané e Carlos do Carmo durante três dias com um convidado por cada. "Este programa é vastíssimo, tendo com base as manifestações do que é mais tradicional, popular e bairrista na cidade de Lisboa", destaca Fernando Medina.

Além destes espetáculos, a cidade vai estar mesmo com festas pelas suas ruas, jardins e teatros.

Os arraiais marcam presença por todos os bairros com a sardinha a ser, como é normal, a rainha da festa, acompanhada pelos manjericos.

E esta rainha tem o seu ponto alto na votação das melhores propostas para preencher a silhueta de uma sardinha._Segundo a organização foram mais de três mil as ideias recebidas e de todo o mundo. O_júri escolheu cinco que dão a cara pelas festas: Sardem sul (Stefanos Antoniadis, Itália); Fisherman (Anna Kocová (República Checa); Sardine Love (Boris Biberdzic,_Canadá); SardineonCarbonfootprint (Paulo Veiga, Portugal) e A chegada dos amigos da sardinha (Arthur Crispim Duarte, Brasil).

Além destas propostas, há ainda um lote que estará em exposição na Galeria Millennium sob o mote "Salvem a Sardinha".

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.