Um calendário para pagar as obras do quartel

"As nossas bombeiras arregaçaram as mangas e cederam a sua imagem para este projeto"

"Costumamos cantar as janeiras todos os anos para angariar fundos, mas este ano a chuva e o mau tempo não o permitiram. Por isso, tive esta ideia. Desafiei as mulheres e elas aceitaram", contou o comandante Filipe Guimarães à Alto Minho TV.

O calendário 2016 com as mulheres da corporação dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez já está à venda. O objetivo é conseguir verbas para as obra de ampliação e requalificação do quartel. O investimento de 700 mil euros é financiado por fundos comunitários em 85%. Os restantes 15% ficam a cargo dos bombeiros.

"Ao adquirir o calendário, ajuda nesta obra e fica a conhecer os rostos femininos que diariamente asseguram o socorro à população arcuense. Tem um valor simbólico de euro5,00 e pode ser adquirido na secretaria", informa o Facebook dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

"Está a fazer sucesso e a ser vendido nas igrejas e freguesias do concelho", afirma Filipe Guimarães.

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São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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