Tuk-tuks elétricos. A ideia da câmara que une os moradores de Alfama

Veículos mais silenciosos obrigatórios a partir de 1 de janeiro de 2017. Áreas para estacionar agradam. Horário de circulação das 09.00 às 22.00 divide

A pergunta lança a confusão num pequeno café de Alfama, em Lisboa: afinal, o que pensam os residentes num dos bairros da capital mais procurados pelos tuk-tuks da intenção da câmara municipal de regulamentar a circulação dos veículos que deliciam os turistas?

"Gosto de os ver", atira Anabela Moisés, 55 anos e a mais jovem da fação, que nem quer ouvir falar em restringir a atividade dos triciclos motorizados. Do outro lado da barricada está António Dominguez, cinco anos mais velho. "O que é que vêm para aqui fazer?", questiona, a fúria verbal brevemente contida quando se menciona a imposição - anunciada na segunda-feira pelo presidente da autarquia em entrevista ao jornal Público - de, a partir de 1 de janeiro de 2017, todos os riquexós que circulem na cidade sejam elétricos. "Assim já está bem", concede, sem esconder que duvida que tal venha a acontecer.

A promessa de Fernando Medina é que a partir de setembro será implementado "um conjunto de alterações", que incluem a "limitação da circulação entre as 09.00 e as 22.00", a proibição de transitarem "em algumas ruas" da zona histórica e a definição de "áreas de estacionamento para tuk-tuks e áreas de recolha e largada de passageiros".

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