Três médicos acusados de burlar Estado em mais de 39 mil de euros

Os clínicos assinavam relatórios com doenças falsas mediante o pagamento de doentes que pretendiam obter pensões de invalidez

Três médicos estão a ser julgados sob a acusação de burla ao Estado, no Tribunal de Braga. Os clínicos terão assinado, mediante o pagamento dos doentes, relatórios com doenças falsas para a obtenção de pensões por invalidez.

Ao todo, estima-se que o Estado tenha sido burlado em mais de 39 mil euros.

A notícia avançada na edição desta quarta-feira pelo Jornal de Notícias, o qual teve acesso à acusação, revela que foram averiguados 12 casos da alegada tentativa de burla.

O esquema era simples. Um paciente pedia uma pensão por invalidez e tinha de a comprovar em encontro com uma junta médica nomeada para o efeito. Quando esta dava um parecer negativo o interessado recorria ao clínico que, mediante um pagamento que podia ir dos mil aos três mil euros, escrevia um atestado com doenças falsas. Pediam então novo exame da situação, desta vez com recurso do serviço de verificação de incapacidades no qual se faziam acompanhar pelo clínico.

Destes 12 casos, apenas seis conseguiram enganar a junta médica, diz o diário.

O principal arguido, um profissional de saúde de Barcelos, lesou o Estado em 39 mil euros, valor que terá de pagar caso seja condenado.

Na fase de inquérito, este médico pediu a suspensão provisória do processo, uma vez que alega não ter antecedentes criminais. Disse pagar o montante que lhe é imputado, mas o Ministério Público não aceitou devido ao número elevado de crimes.

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