Tragédia de Pedrógão vai ter mais sete arguidos

SIC avança que investigação está concluída

Já com dois arguidos, a investigação à tragédia de Pedrógão está concluída e terá pelo menos mais sete, segundo avança a SIC.

O caso dos incêndios de junho, que mataram 64 pessoas, já conta com dois arguidos: o segundo comandante do CDOS de Leiria, Mário Cerol, e o comandante dos Bombeiros de Pedrógão, Augusto Arnaut. De acordo com a estação de televisão, pelo menos mais sete nomes vão juntar-se a estes, nomeadamente os presidentes das câmaras de Pedrõgão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, dois altos dirigentes da Proteção Civil, a EDP e a Ascendi.

De acordo com a mesma fonte, a investigação concluiu que terá sido uma descarga elétrica a provocar as chamas a 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, atingindo vários concelhos vizinhos, esteve ativo uma semana e causou, segundo o balanço oficial, 64 mortos e mais de 200 feridos. Registou-se ainda o atropelamento mortal de uma mulher que fugia das chamas e, já em novembro, morreu uma outra mulher que estava internada com ferimentos graves.

A 12 de dezembro, a Procuradoria-geral da República confirmou que os dois arguidos então constituídos eram suspeitos de "factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência".

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São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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