BE quer trabalho com direitos entre "condições prévias"

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse na quarta-feira, no Algarve, que há condições prévias para permitir a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2018

Ao discursar num comício de verão realizado em frente ao casino de Monte Gordo, zona balnear do concelho de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro, Catarina Martins recordou os passos já dados com o atual Governo do PS, que permitiram devolver rendimentos às famílias e fazer o que "a direita dizia ser impossível", mas considerou que ainda há muito trabalho a fazer para melhorar mais a vida de trabalhadores e pensionistas.

"É esse o combate das nossas vidas, que o trabalho tenha direitos e que as pessoas sejam respeitadas no nosso país. No momento em que se aproxima o Orçamento do Estado para 2018, sabemos que há condições prévias como o respeito pelas pensões ou do trabalho que têm que estar assegurados, que precisamos de mais escalões de IRS e mais verba para os serviços públicos, da mesma maneira que precisamos de mais direitos para quem trabalha", defendeu.

Catarina Martins apontou exemplos de objetivos já alcançados nos últimos dois anos de governo apoiado pelos partidos de esquerda, como o combate precariedade no privado, a vinculação dos precários da função pública, o fim da sobretaxa de IRS ou a tarifa social de energia, "que todos diziam que era impossível" e "já chega a quase um milhão de famílias", frisou.

"Temos a perfeita consciência que o aumento do salário mínimo ou o descongelamento das pensões, que o fim dos cortes inconstitucionais ou a tarifa social da energia, que os primeiros passos que estamos a fazer no combate à precariedade, são muito pouco num país que ainda é tão desigual, em que tanta gente tem pensões que não chega ao fim do mês, em que há salários tão baixos e tanta gente trabalhando a tempo inteiro que não consegue sair da situação de pobreza", reconheceu.

Catarina Martins assegurou que o BE "não esquece a desigualdade que grassa no país, a injustiça que ainda tem e tudo o que há para fazer" e definiu metas a alcançar.

"E é por isso para nós essencial assegurar que o salário mínimo nacional continua a subir e terá de ser de 580 euros no dia 01 de janeiro de 2018, precisamos de garantir que quem começou a trabalhar criança e tem 60 anos se pode reformar com a reforma por inteiro e acaba o fator de sustentabilidade que rouba pensão a quem descontou toda uma vida", elencou.

A mesma fonte acrescentou que é necessário também "reconstituir uma legislação do trabalho forte" e "não deixar que os 'abutres' como a Altice e tantas outras empresas façam todos os esquemas para despedir trabalhadores, para precarizar trabalhadores, como se quem faz o trabalho todos os dias não fosse quem deve estar no centro das preocupações".

"Esta ideia de tantas empresas em Portugal, hoje, que podem despedir quem lá está e que o trabalho pode ser todo temporário, tem de parar", defendeu, frisando que estes objetivos "exigem força para fazer o mais difícil", que "é enfrentar os grandes interesses económicos e reconstituir a legislação do trabalho, retirando delas as normas que a troika impôs e que precarizaram a vida de toda a gente".

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