Marcelo considera necessário esclarecer "se houve ou não atuação criminal "

O Presidente da República insistiu hoje que é necessário esclarecer o que se passou com o furto de armas em Tancos, nomeadamente "se houve ou não atuação criminal, em que é que se traduziu e quem são os responsáveis".

Questionado pelos jornalistas sobre um relatório elaborado pelo Serviço de Informações Militares relativamente ao desaparecimento de armas de guerra dos paióis de Tancos, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a comentar o documento, publicado hoje no semanário Expresso.

"O que digo sobre esse caso é sempre o mesmo: os portugueses esperam e o Presidente da República espera que haja o apuramento de uma realidade que é muito importante", afirmou.

De acordo com o Expresso, o relatório secreto dos serviços de informações militares arrasa a atuação do poder político e militar no caso do desaparecimento de armas em Tancos, a 29 de junho.

O relatório refere que o ministro atuou com grande "ligeireza, quase imprudente", sendo-lhe apontadas "declarações arriscadas e de intenções duvidosas" e uma "atitude de arrogância cínica" na condução de todo o processo.

No documento são apontados três cenários como "muito prováveis", referindo "tráfico de armamento para África, em concreto Guiné-Bissau ou Cabo Verde, ou um assalto promovido por mercenários portugueses contratados ou ainda por grupos de jihadistas".

"Naturalmente que segue uma investigação própria, mas há de chegar um dia em que teremos de apurar efetivamente o que existiu naquilo que aparentemente se configura como uma atuação potencialmente violadora de regras fundamentais do direito português. Vamos ver se se prova", afirmou o Presidente da República, que hoje passeou pelo Parque de Serralves, no Porto, onde decorre a Festa do Outono.

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