Carlos César estranha crispação e "exercício de retórica" do "novo PSD"

Líder do grupo parlamentar do PS afirma que o novo líder de bancada do PSD encara os debates quinzenais na Assembleia da República como "sessões de trabalho", e não como um combate

O líder parlamentar do PS afirmou hoje estranhar a "crispação" e o "exercício de retórica" do líder da bancada social-democrata, quando, na quarta-feira, no debate quinzenal, levantou o tema do processo judicial do antigo primeiro-ministro José Sócrates.

Carlos César fez estas afirmações sobre o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Fernando Negrão, no final da reunião semanal da bancada socialista na Assembleia da República.

"Achei que houve uma crispação introduzida pelo PSD no debate quinzenal que não contribuiu certamente para o esclarecimento daqueles que puderam acompanhar em direto esse debate", declarou o líder parlamentar socialista, em resposta a questões formuladas pelos jornalistas.

O presidente do Grupo Parlamentar do PS apontou em seguida que o novo líder da bancada do PSD disse, recentemente, encarar os debates quinzenais na Assembleia da República não como um combate, mas como "sessões de trabalho".

"Bem, aquilo, na quarta-feira, não foi trabalho nenhum, mas, pura e simplesmente, um exercício de retórica parcialmente ofensivo e no resto inútil. O que é importante é que todos estejamos do lado da procura da verdade", reagiu Carlos César.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.