Soares junta Marcelo, Costa e Ferro

Um ano passado sobre a sua morte, fundador do PS e ex-Presidente da República será homenageado pelas mais altas figuras da hierarquia do Estado.

O Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro estarão juntos, no domingo, no cemitério dos Prazeres, para um tributo a Mário Soares, que morreu há um ano e ali está enterrado.

A cerimónia será promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo respetivo presidente, Fernando Medina. Estão também previstas intervenções dos dois filhos do fundador do PS, Isabel e João Soares.

O tributo decorrerá junto ao jazigo onde foi depositado o corpo do ex-Presidente da República (bem como o da sua mulher, Maria Barroso).

A seguir a esta homenagem será inaugurada na capela do cemitério uma exposição com 49 fotografias de 49 fotógrafos que cobriram há um ano as cerimónias fúnebres de Mário Soares.

O fundador do PS e ex-Presidente da República morreu em 7 de janeiro de 2017, com 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde se encontrava internado desde 13 de dezembro (tendo entrado em coma profundo dias depois, do qual não mais recuperou).

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.