Só a partir de 2019 se vão começar a sentir melhorias na Carris

CEO da empresa pública lembra que demora tempo a recupera do desinvestimento feito em sete anos

No final do primeiro ano com gestão camarária, a Carris já encomendou novos autocarros, está a preparar uma rede de ligações de bairros, mas os utilizadores só devem sentir uma verdadeira melhoria nos serviços a partir de 2019, quando chegarem os novos veículos. A garantia foi dada pelo CEO da empresa pública de transporte, Tiago Lopes Farias, na conferência Cidades e Mobilidade, que assinala os 153 do Diário de Notícias.

"É um plano ambicioso para quatro anos em que pretendemos devolver aquilo que se perdeu em sete anos de desinvestimento", apontou.

O responsável da Carris falou ainda da necessidade de se criarem soluções integradas de transportes públicos. "Vai ser necessário um grande investimento, mas vai levar a que as pessoas usem melhor o carro." Tiago Lopes Farias referia-se à necessidade de integrar os transportes públicos com as novas soluções como os veículos partilhados. "Nos próximos anos as cidades vão fervilhar com estas soluções conectadas e elétricas."

O gestor considerou ainda fundamental para o desenvolvimento da Carris a passagem da gestão para a autarquia. Considerando que esta está consciente que "os transportes públicos não conseguem sobreviver apenas financiado com os tarifários". "É importante o investimento que está a ser feito, mas leva tempo", alertou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.