Sindicatos satisfeitos com adesão marcam nova greve do Metro para segunda-feira

Metropolitano de Lisboa esteve esta quarta-feira totalmente encerrado. Fectrans marca nova paralização para segunda-feira "em defesa do serviço público da empresa".

A adesão dos trabalhadores à greve do Metropolitano de Lisboa ronda os 100 por cento, estando as estações de portas fechadas, disse hoje à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

"A parte operacional da empresa na qual incide esta luta está a correr muito bem, estamos com um índice de adesão a rondar os 100 por cento, os trabalhadores estão a corresponder porque era sua manifesta vontade lutar contra estas questões de atropelo às suas condições de vida e trabalho", afirmou, acrescentando que ainda não foi feito qualquer contacto por parte da administração da empresa, "mantendo-se o silêncio, de um lado e a luta de outro".

Anabela Carvalheira acrescentou que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram já uma nova jornada de luta para dia 22 de dezembro, a próxima segunda-feira, "caso não aconteça nada em contrário".

Esta greve de segunda-feira será feita "em defesa do serviço público da empresa" e pela "resolução dos diversos problemas socio-laborais existentes", nas palavras da líder sindical.

O Metro de Lisboa encerrou às 23:15 de terça-feira, mantendo-se a circulação suspensa até às 6:30 de quinta-feira devido à greve dos trabalhadores, que lutam para resolver problemas do setor da Exploração Operacional do Metro, que inclui os maquinistas.

Na sequência da paralisação, a rodoviária Carris reforçou o número de autocarros nos trajetos servidos pelas carreiras 726 (Sapadores-Pontinha), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação da Damaia), que coincidem com eixos servidos pelo metro.

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