Governo responde com nova proposta aos sindicatos

É a contraproposta à contraproposta que os sindicatos apresentaram antes do jantar

Decorre um longo serão negocial no Ministério da Educação. Perto das 2:00 da madrugada, o Governo apresentou aos sindicatos uma nova proposta para a progressão de carreiras dos professores. Isto depois de, antes do jantar, os representantes sindicais já terem avançado com uma contraproposta, após terem reunido, separadamente, para analisar o documento que lhe fora entregue pelas secretárias de Estado adjunta e da Educação e da Administração e Emprego Público, Alexandra Leitão e Fátima Fonseca.

Não se conhece quais são os termos desta mais recente proposta. É no entanto quase certo que o governo insistirá em que o eventual reposicionamento dos docentes com base no tempo de serviço congelado não produza efeitos em 2018, vincando que mesmo sem essa contabilização vão progredir no próximo ano cerca de 47 mil docentes, com um custo de 90 milhões.

Já em relação à eventual contagem desse tempo de forma faseada, a começar já na presente legislatura, tudo parecia estar encaminhado na sequência da reunião de ontem com a Fenprof. Mas as palavras do ministro das Finanças, Mário Centeno, no Parlamento, negando qualquer contagem retroativa do tempo de serviço, veio lançar dúvidas.

Entretanto, às 21.00, o Bloco de Esquerda entregou no Parlamento uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado, contemplando a contagem integral do tempo de serviço congelado dos docentes e de outras carreiras semelhantes, além da produção de efeitos dessa medida já nesta legislatura.

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