Sindicato de enfermeiros tem acordo com cabeleireiro

Spa de Faro encerrado pela ASAE tinha protocolo com estrutura sindical para atendimento a sócios. Parceria vai ser agora cancelada.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) tem uma parceria com o salão de cabeleireiros em Faro onde eram realizadas ilegalmente massagens e tratamento de emagrecimento por pessoa não habilitada e usados produtos fora de prazo. A arrecadação onde eram feitos os tratamentos foi encerrada sexta-feira pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) após as queixas de três mulheres que ficaram com lesões permanentes.

O sindicato - que tem protocolos com várias clínicas e institutos de beleza um pouco por todo o País para atendimento dos sócios - foi apanhado de surpresa pelas notícias. "É a primeira clínica com a qual temos protocolo que é encerrada pela ASAE", reconhece Guadalupe Simões, dirigente sindical. "Fazemos protocolos com estabelecimentos e partimos do pressuposto que os mesmos estão a funcionar dentro das regras estabelecidas", explica.

A responsável garante que o SEP vai actuar e pôr fim ao acordo com o cabeleireiro Day Spa Fátima Ministro e Rui Coelho. "Vamos rescindir o acordo, pois não podemos pactuar com uma situação em que partimos da boa-fé que os estabelecimentos estão a funcionar dentro da legalidade, aliás, só podemos agradecer à ASAE que tenha identificado esta situação", salienta.

Esta foi a primeira vez que a ASAE encerrou as portas de um espaço de beleza, depois de várias apreensões a clínicas, ervanárias e lojas homeopáticas.

E, garante Guadalupe Simões, este caso serve também de alerta para o Sindicato dos Enfermeiros. "A orientação que vai ser dada é que todas as regiões de norte a sul do País que tenham protocolos connosco sejam observadas mais atentamente a partir de agora, para evitar situações deste género", sublinha Guadalupe Simões.

O aparecimento de clínicas de tratamentos para emagrecimento com base em produtos alternativos estão a proliferar um pouco por todo o País.

Na clínica-cabeleireiro era o próprio proprietário que fazia massagens e aplicava produtos alternativos em tratamentos de acupunctura, anticelulite e perda de peso, sem as devidas habilitações.

Arrisca uma pena de prisão até oito anos se se confirmar o crime de usurpação de funções e de corrupção de substâncias médicas, já que foram encontradas centenas de produtos e medicamentos fora de prazo .

A investigação surgiu na sequência das queixas de três mulheres que ficaram com sequelas permanentes depois de realizaram sessões de mesoterapia, usando seringas e produtos que provocaram infecções. A estas junta-se agora mais uma doente.

Ler mais

Exclusivos