Superespião condenado a pena de quatro anos e seis meses de prisão

Silva Carvalho foi considerado culpado de violação do segredo de Estado, abuso de poder e ainda devassa da vida privada

O antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, foi condenado a uma pena de quatro anos e seis meses de prisão, com a possibilidade de a pena ser suspensa. Silva Carvalho foi considerado culpado de violação do segredo de Estado, abuso de poder e ainda devassa da vida privada, neste último caso devido a um relatório sobre Pinto Balsemão, a quem foi condenado a pagar uma indemnização de 10 mil euros. O jornalista Nuno Simas deverá receber uma indemnização de 15 mil euros.

O tribunal deu como provada a entrega de informação confidencial à Ongoing e o acesso à faturação detalhada do jornalista Nuno Simas, uma atuação considerada desproporcionada. Silva Carvalho foi absolvido de corrupção passiva.

João Luís, ex-diretor operacional do SIS, foi condenado a dois anos de prisão, de pena suspensa se pagar mil euros a Nuno Simas. O funcionário do SIS Nuno Dias, por sua vez, foi condenado a um ano e a sua antiga companheira Gisela Teixeira, ex-operadora da Optimus, que terá acedido aos registos, foi condenada a 140 dias de multa.

Silva Carvalho, João Luís, Nuno Dias, estes dois últimos ex-funcionários do SIED, e Gisela Teixeira foram condenados por acesso ilegítimo a dados pessoais. Silva Carvalho e João Luís foram também considerados culpados de abuso de poder. Gisela Teixeira foi ainda considerada culpada por violação do segredo profissional.

Nuno Vasconcellos, antigo presidente do grupo Ongoing, foi absolvido de corrupção passiva.

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