Saúde quer progressões rápidas para fixar médicos no interior

O modelo inclui uma outra forma diferente que passa pela valorização profissional.

O ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes está a estudar novas formas de fixar médicos no interior e no Algarve, onde existem grandes carências de profissionais.

"Estamos a estudar a possibilidade de progressões mais rápidas. Porque não um cardiologista ser chefe de serviço mais cedo porque trabalha no Algarve e não em Lisboa? Estamos a trabalhar com as ordens profissionais e os sindicatos. As carreiras levam à fixação de médicos no domínio público. Não é só o dinheiro que interessa aos profissionais mas também o progresso e a expectativa de valorização".

A medida já está a ser estudada e o objetivo é aplicá-la já este ano se possível. A lista final de hospitais onde estes incentivos poderão ser aplicados não está fechada, mas as dificuldades de alguns locais são conhecidas. O ministro deu os exemplos da Guarda, Castelo Branco e Trás-os-Montes.

Além destes incentivos, o ministro referiu ainda que é preciso garantir que médicos com 55 anos voltem a fazer urgências e noites. "As urgências passaram a ser um interposto comercial onde o preço é o mais importante. O problema é a segurança clínica, a capacidade de passar doentes em segurança. Tudo faremos para disciplinar o trabalho médico através de empresas e para que os médicos mais experientes não peçam escusa. Não perceber isto é não perceber as urgências."

Para isso conta com o impacto da reposição salarial e a nova forma de reorganização das urgências.

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