Rui Rio dedica próxima semana à Justiça

O líder do PSD colocou como áreas prioritárias para o seu mandato a saúde e a justiça. Após se ter dedicado à primeira área, vi agora tentar perceber os problemas da Justiça.

Rui Rio pretende promover uma reforma na área da justiça que "seja séria e integrada, e que abranja os vários setores da sociedade". Em Abril, o líder do PSD afirmou que o partido tinha intenções de apresentar reformas estruturais para a saúde e a justiça "extremamente necessárias".

Assim, Rui Rio iniciará os trabalhos no próximo dia 21, com reuniões no Tribunal da Relação de Coimbra, no Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Está ainda marcado um almoço de trabalho com o Grupo Coordenador de Justiça do CEN e, mais tarde, uma reunião com a Associação Nacional dos Jovens Advogados.

Ao longo da semana, estão também marcadas reuniões na Direção Nacional da Polícia Judiciária, Direção do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Sindicato dos Funcionários Judiciais, Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Rio comparecerá ainda no jantar comemorativo dos 35 anos do Tribunal Constitucional, no dia 24. Pelo meio, e após as comemorações do dia do advogado (18 e 19 de maio), está marcada também uma reunião com a Ordem dos Advogados, no próximo dia 28, no Porto.

Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, afirmou esta quinta-feira que a revisão constitucional, defendida pelo CDS-PP, poderá ser necessária, mas que a prioridade deve ser a reforma da Justiça.
Em carta enviada esta quinta-feira ao líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, a que a Lusa teve acesso, o deputado do PSD afirmou que "desde há muito" que Rui Rio "vem defendendo uma reforma para a Justiça, envolvendo os partidos políticos, os profissionais judiciais bem como toda a sociedade".

Deste modo, o líder do grupo parlamentar do PSD entende que a reforma da Justiça promovida pelo partido "pode começar nos simples problemas das instalações dos serviços de justiça, passando pela qualidade das leis ou, ainda, pela qualidade da gestão do próprio sistema".

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