Rui Rio anuncia candidatura à liderança do PSD até ao final da próxima semana

Anúncio será feito dentro de dias

A candidatura de Rui Rio à liderança do PSD deverá ser anunciada até ao final da próxima semana, segundo a Visão. "As próximas eleições internas têm de refletir a vontade de mudança dos portugueses", disse o ex-autarca do Porto a esta publicação.

A intenção de Rui Rio já tinha sido anunciada, incluindo em novembro do ano passado numa entrevista ao DN.

Recentemente, Rui Rio confirmou ao DN que já há algum tempo tem vindo a falar com as principais figuras do PSD e que vai continuar a fazê-lo nos próximos dias. E acrescentou: "O que era notícia é que eu não falasse com ninguém nesta altura".Nas últimas semanas, Rui Rio fez vários contactos políticos dentro do partido. Na segunda-feira, reuniu-se com várias figuras importantes do partido, como Nuno Morais Sarmento, Ângelo Correia, Feliciano Barreiras Duarte e José Eduardo Martins.

Hoje, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou na reunião da Comissão Política Nacional que não se irá recandidatar ao cargo nas próximas eleições diretas.

Passos Coelho tinha afirmado no domingo que não se iria demitir na sequência de resultados de eleições locais, e que iria fazer uma "reflexão ponderada" sobre se iria ou não recandidatar-se ao cargo nas diretas previstas para o início do próximo ano.

Segundo a 'newsletter' do PSD divulgada na segunda-feira à tarde, o partido conseguiu pelo menos 727 mandatos, tendo conquistado 11 municípios ao PS e mantido a presidência de câmara em seis capitais de distrito e em Ponta Delgada. Quanto às presidências de junta de freguesia, o PSD obteve sozinho, ou em coligação, pelo menos 1.165.

Em número de votos, o PSD sozinho conseguiu cerca de 831 mil votos, menos três mil do que há quatro anos, apesar de ter havido menos abstenção. Somando as coligações lideradas pelos sociais-democratas, o PSD conquistou cerca de 737 mil votos, número da mesma ordem dos de 2013.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.