Rui Moreira ataca Rio e Rangel

Candidato fez duro ataque a Rui Rio e Paulo Rangel por "terem utilizado o Porto como território de disputas nacionais"

Foi um Rui Moreira com palavras duras para os principais opositores na corrida à Câmara do Porto que surgiu na sua sede para o discurso de vitória. Rui Rio E Paulo Rangel mereceram forte censura do candidato independente que teve o apoio do CDS. "Não posso deixar de dizer que nos grandes derrotados desta noite há três rostos: António Tavares, Rui Rio e Paulo Rangel. Por terem utilizado o Porto para território de disputas nacionais", disse, para acrescentar que as autárquicas no Porto "não são as primárias secretas do PSD". Considerou ainda que Álvaro Almeida "foi abandonado".

O PS também não escapou. Apesar de deixar "um abraço amigo" a Manuel Pizarro, acusou o socialista de "tentar, numa primeira fase, condicionar, o movimento". Porque "o apoio tinha um preço demasiado alto" e, depois, com a "participação inusitada de membros do governo na campanha".

Para os seus apoiantes e para os portuenses, Rui Moreira, que ainda não sabe se terá maioria absoluta, prometeu a aposta na Cultura, na afirmação da cidade, e na coesão social. Para terminar o discurso, citou Francisco Sá Carneiro: "O Porto sempre mostrou que a defesa da liberdade não é uma palavra vã."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".