Rivalidade de gangues organizados é transportada para a cadeia do Linhó

A morte de um recluso numa das prisões mais perigosas do país aconteceu num ambiente em que bandos criminosos rivais levam ódios para o interior daquela cadeia, em Sintra.

Traficante, da periferia de Lisboa, 32 anos, a cumprir pena de cinco anos por tráfico de droga. Este é o perfil do recluso suspeito de ter assassinado outro preso com uma arma branca na cadeia do Linhó, Sintra, no domingo. Assim que foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito do crime, o preso foi logo transferido para a cadeia de Monsanto por motivos de segurança.

A vítima tinha 27 anos e cumpria pena por roubos.

Eram dois reclusos inseridos no padrão dos restantes 565 presos do Linhó: com idades entre os 20 e os 30 anos, das periferias de Lisboa - nomeadamente concelhos de Amadora e Odivelas - e a cumprir penas por crimes violentos como assaltos à mão armada ou tráfico de droga. "Muitos vêm de bandos organizados e transportam as rivalidades entre gangues para a cadeia", explica fonte prisional ao DN.

Na investigação da Polícia Judiciária ao homicídio de domingo serão depuradas as várias ligações entre os intervenientes numa rixa que acabou com uma morte e serão ainda verificados eventuais ódios ou rivalidades antigas.

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