Rio e Negrão ultrapassam divergências ao almoço

Presidente do PSD e líder parlamentar do partido discutem esta segunda-feira uma melhor articulação entre deputados e direção do partido, após crise sobre adicional do imposto sobre combustíveis.

Num almoço privado, no Porto, Rui Rui e Fernando Negrão vão limar arestas para que não se voltem a repetir episódios de descoordenação entre a direção do PSD e a da bancada parlamentar.

Este encontro foi marcado depois do líder do partido ter dado um valente puxão de orelhas aos deputados após terem votado a favor do projeto de lei do CDS que visa a eliminação do ISP (imposto sobre produtos petrolíferos). Voto contestado por Rio, por entender que o partido não se podia associar a um projeto que viola a lei travão da Constituição, que impede a diminuição da receita do Estado.

Fontes da direção do PSD garantiram ao DN que as "divergências" estão já ultrapassadas e que o almoço visa sobretudo melhorar a articulação entre o partido e a bancada parlamentar. As mesmas fontes sublinharam que Rui Rio já está convicto que não houve intenção por parte dos deputados e em particular, do presidente do bancada parlamentar, de afrontar a direção do partido ao ter votado ao lado do projeto do CDS.

Um membro da direção da bancada social-democrata também garantiu ao DN que se gerou uma confusão desnecessária sobre esta matéria, visto que o PSD negociou o voto no projeto do CDS para ver aprovada a sua proposta de resolução sobre a mesma matéria. Uma proposta que não é vinculativa e instava o governo a devolver o ISP na mesma proporção da subida da receita do IVA, tal como foi prometido.

"Aprovamos o projeto do CDS; mas logo na altura dissemos que era para passar na generalidade e na especialidade iríamos proceder a alterações para que não se verificasse quebra de receita para o Estado", afirmou a mesma fonte parlamentar.

Segundo fonte da direção do grupo parlamentar do PSD, Fernando Negrão entendeu que o projeto de resolução do PSD e a aprovação na generalidade do projeto de lei do CDS eram compatíveis e não terá discutido ao pormenor com Rui Rio esta questão. Tanto mais que o PSD já tinha aprovado quatro vezes o mesmo projeto de lei centrista, que só passou ao crivo parlamentar à quinta vez.

Existe a convicção na bancada do PSD que a tomada de posição pública do líder do partido contra a decisão da bancada "foi uma forma que Rui Rio encontrou de melhor organizar as relações dele com a liderança parlamentar".

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