Rendas da energia: ouvidos todos os primeiros-ministros desde 2004

Comissão de Inquérito aprovou a audição de 100 personalidades. Ricardo Salgado e Armando Vara entre os nomes que vão ser chamados ao parlamento

A comissão parlamentar de inquérito às rendas da energia aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, todos os requerimentos dos partidos para audições, chamando assim 100 personalidades, entre as quais todos os primeiros-ministros entre 2004 e 2018, incluindo António Costa.

"Acabámos de aprovar, por unanimidade, a audição de 100 individualidades e mais 17 entidades. Destas entidades há seis cujos nomes dos presidentes constam das 100 individualidades", disse a deputada do PSD Maria das Mercês Borges, a presidente da comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores elétricos.

O PSD tinha sido o único partido a requer a audição do chefe do atual Governo, António Costa, uma vez que chamou todos os "todos os primeiros-ministros que exerceram funções no período objeto desta comissão", que foi fixado entre 2004 e 2018.

O BE - partido que propôs a comissão - requereu apenas a audição dos antigos primeiros-ministros Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, José Sócrates e Pedro Passos Coelho.

Entre o lote de personalidades a ouvir está o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, o presidente da EDP, António Mexia, e o ex-presidente do BES Ricardo Salgado.

Do atual executivo serão ouvidos o ministro das Finanças, Mário Centeno, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.