Relógios mecânicosestão em exposição

Serpa. Duzentos e cinquenta relógios mecânicos, usados pelos nossos bisavós, avós e pais entre 1910 e 1970, vão poder ser apreciados até 31 de Julho, no Museu do Relógio. Segundo uma nota do museu, os relógios, que estão "em perfeito estado de conservação após terem sido recuperados na oficina de restauro do museu", caracterizam o "salto" dos relógios de bolso para os de pulso. Através de vários tipos de correia, pulseira ou adereço, os relógios de pulso, "criaram uma moda, que, 100 anos depois, ainda perdura". Recorde-se que os relógios de pulso mecânicos de corda manual "tiveram o seu apogeu" até aos anos 70, sendo "destronados" pelos relógios de movimento automático e posteriormente pelos de quartz (pilha).

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.