Reitores denunciam "graves constrangimentos" orçamentais

Os reitores afirmaram hoje que existem "graves constrangimentos" na elaboração dos orçamentos das universidades para 2012, que serão "muito difíceis" de ultrapassar e que anunciam "graves situações de desequilíbrio" orçamental para o próximo ano.

A posição surge da reunião de dois dias do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que alerta para a perda de qualidade do serviço prestado aos alunos e ao país.

O plenário sublinhou ainda a necessidade de, no quadro da autonomia universitária, serem "mantidos os instrumentos de gestão" que "têm garantido o desempenho equilibrado dos respectivos orçamentos", segundo um comunicado.

Os reitores afirmam-se disponíveis para estudar com o Governo a adopção de novos modelos de gestão e instrumentos de política que permitam "reagir ao novo quadro económico-financeiro do país e aos desafios dos níveis educacionais da sociedade portuguesa".

Os responsáveis das universidades portuguesas dizem, também, que aguardam pelo acolhimento das suas propostas "para que se possa manter a interlocução com o Governo".

Depois da reunião hoje concluída, o CRUP emitiu um comunicado em que recorda a evolução verificada em Portugal nos últimos anos, com o contributo das universidades, como o aumento do número de diplomados em 16 por cento entre 2005 e 2010.

O número de diplomados em ciência e tecnologia aumentou 1,5 por cento, "acima da média europeia", lê-se no documento, em que constam também os 1.600 doutoramentos efectuados no ano passado, dos quais metade nesta área.

O CRUP diz ainda que 68 por cento dos docentes das universidades, em 2010, tinha o grau de doutor.

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