Auditoria da Segurança Social já decorria quando ministro esteve na Suécia

Esta auditoria, lançada a 31 de julho, está ainda por concluir. O trabalho até agora desenvolvido deverá ser englobado na inspeção que o ministro determinou

O Instituto da Segurança Social estava a investigar a Raríssimas quando o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social visitou em novembro uma associação sueca de apoio às doenças raras, onde também esteve presente a presidente da organização portuguesa.

Fonte do gabinete de Vieira da Silva disse à agência Lusa que este encontro decorreu a 16 de novembro, aquando da deslocação do ministro a Gotemburgo para participar na Conferência Economia Social e o Futuro do Trabalho e em resposta a um convite do presidente da Agrenska (centro nacional sueco sem fins lucrativos que desenvolve um programa de apoio a crianças, jovens e adultos com deficiência ou portadores de doenças raras e crónicas e respetivas famílias).

A visita ao centro Agrenska, que foi inicialmente avançada na quarta-feira pela TVI, decorreu na manhã de 16 de novembro e na mesma esteve presente a presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, que não integrava a comitiva governamental.

Fonte do gabinete de Vieira da Silva adiantou que terá sido a organização sueca a convidar a presidente da congénere portuguesa.

A auditoria do Instituto de Segurança Social (ISS) a alegadas irregularidades estatutárias na Raríssimas, no seguimento de uma denúncia, já decorria há mais de quatro meses quando esta visita aconteceu.

Este instituto tinha avançado com a auditoria a 31 de julho, estando a mesma por concluir. O trabalho até agora desenvolvido pelo ISS -- que decorreu no seguimento de uma denúncia de um ex-tesoureiro da instituição - deverá ser englobado na inspeção que o ministro determinou segunda-feira, após a reportagem da TVI.

No seguimento desta inspeção da Inspeção Geral do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, a associação Raríssimas recebeu quarta-feira a visita de inspetores que foram informar a metodologia de trabalho.

A polémica com a alegada gestão danosa da Raríssimas já levou à demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e da presidente da associação, Paula Brito e Costa, que, contudo, ainda não formalizou a mesma junto dos órgãos competentes.

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