"Queremos renovar a fórmula de governação"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considera que o acordo entre PS, Bloco de Esquerda e PCP foi "revolucionário"

"Queremos continuar a governar, merecemos a renovação da confiança da parte do eleitorado e queremos renovar a fórmula da governação". A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que, em entrevista à TSF, defende a atual solução governativa.

De acordo com Augusto Santos Silva, o acordo entre PS, Bloco de Esquerda e PCP foi "revolucionário". "Damo-nos bem com esta fórmula de governação, foi num certo sentido revolucionária na democracia portuguesa porque acabou com um dos tabus mais persistentes - o tabu de que só o PS, o PSD ou o CDS podiam ser partidos de Governo", defendeu o ministro.

Aos microfones da TSF, Santos Silva considera a ​​​​​fórmula de governação "estável".

"Houve ganhos para todos, sobretudo, para as portuguesas e os portugueses, e portanto queremos renovar essa fórmula. Mas entendemos que a renovação da confiança depositada no PS e a renovação da atual fórmula política passa naturalmente pelo reforço da influência social e política do Partido Socialista", afirmou o governante.

"Livre circulação na CPLP não é uma miragem"

Em entrevista à Manhã TSF, o ministro referiu que está a ser analisada a proposta de Portugal e Cabo Verde para implementar a livre circulação de pessoas na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Uma ideia que "não é uma miragem", garantiu Augusto Santos Silva.

De acordo com o governante, trata-se de "uma espécie de vistos não-Gold". "Temos autorizações de residência para premiar investimento; gostaria de ter autorizações de residência tão simplesmente para premiar a naturalidade, a nacionalidade lusófona", explicou.

À rádio, o ministro detalhou a proposta portuguesa. "Avancemos no reconhecimento automático das habilitações escolares e das qualificações profissionais; avancemos na portabilidade dos direitos sociais (trabalho aqui, posso receber a minha pensão ali) e é fácil avançar para um regime de livre circulação de pessoas no interior da CPLP".

No dia 5 de maio, sábado, assinala-se o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP e o ministro afirmou que este ano as celebrações vão chegar a 57 países.

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