Manuel Heitor: "Queremos ir buscar mais jovens para o ensino superior"

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior está satisfeito com aumento dos colocados, mas lembra que ainda são precisos mais

É positiva esta evolução do número de colocados, embora não seja ainda suficiente?

É muito positivo. Temos mais estudantes e mais vontade de estudar e por isso estes números são, acima de mais, muito positivos. Obviamente que o esforço de nos compararmos com as sociedades mais desenvolvidas mostra-nos que temos de ter mais jovens a estudar. E o que nós hoje aqui [na apresentação dos dados na sexta-feira] fazemos é mostrar onde é que há mais jovens que hoje não estão a ingressar no ensino superior. Portanto, crescemos, mas podemos ainda crescer mais. E o que queremos fazer no prazo desta legislatura é ir buscar mais jovens para o ensino superior. Hoje temos mais conhecimento e por isso estamos a disponibilizar mais informação sobre onde estão esses jovens que não continuam os estudos superiores.

É preciso ir perceber o porquê de esses jovens não estarem a encontrar no ensino superior uma resposta? Ou não estão a frequentá-lo mesmo que queiram?

É uma responsabilidade coletiva e por isso é que nós alargámos a ação social escolar para providenciar mecanismos de apoio financeiro, mas também é preciso corresponsabilizar todos, em particular as instituições. Por isso, hoje damos mais informação às instituições para se criarem em redes locais, com escolas profissionais, com escolas de ensino secundário, porque é um processo coletivo. Obviamente estamos a tomar medidas de ação política para alargar a base. Mas temos ainda um longo trabalho para fazer. Agora não podemos deixar de dizer que os números este ano são francamente positivos de aumento de estudantes, e por isso também damos os números de uma forma abrangente para melhor se ter uma noção do que é hoje o ensino superior.

O ensino superior teria capacidade para acolher todos os jovens que deviam estar a estudar?

Penso que sim. O ensino superior tem demonstrado que consegue adaptar-se e por isso neste momento acho que temos um ensino superior flexível, bem organizado e com um potencial de crescimento grande.

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