PSP reforça aeroporto em dia de greve."Até os que estavam de folga foram trabalhar"

Agentes da Divisão de Segurança Aeroportuária foram todos chamados a ir trabalhar, mesmo os da investigação e do trânsito

No dia da greve de 24 horas dos trabalhadores da segurança privada do aeroporto, que asseguram normalmente o controlo de passageiros e raios X, todos os agentes da PSP que trabalham no aeroporto de Lisboa, incluindo os que estão nas valências do trânsito, investigação criminal e intervenção rápida, foram chamados ao serviço.

O "reforço de pessoal" foi confirmado por fonte oficial do comando da Divisão de Segurança Aeroportuária da PSP, que acrescentou não virem apenas os polícias que estavam de férias.

No maior sindicato da polícia, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), caiu muito mal a notícia. "Até os que estavam de folga foram chamados a trabalhar. Não pode ser a PSP a bloquear a greve dos funcionários da segurança privada do aeroporto", criticaPaulo Rodrigues, presidente da ASPP.. Por outro lado, sublinhou, "os agentes da polícia não recebem formação há mais de um ano pelo que nem estão habilitados a manusear as máquinas raios X e outros equipamentos".

Significa que muito dificilmente os agentes poderão substituir os elementos da segurança privada no check in ou no controlo de bagagens no raios X, podendo apenas assegurar as revistas sumárias a passageiros e outras funções que ainda caibam na esfera da PSP.

As empresas de segurança privada que estão no aeroporto de Lisboa têm piquetes previstos para assegurar os serviços mínimos. A adesão à greve foi de 80% em Lisboa.

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