Paulo Rangel diz que "este não é o tempo para nomes"

"Há um tempo para falar e outro para estar calado", disse Rangel aos jornalistas, questionado se admite candidatar-se à liderança do PSD

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel escusou-se hoje a responder se pondera disputar a liderança do PSD, alegando que este "não é o tempo de nomes" e que "há um tempo para falar e outro para estar calado".

À saída da reunião do Conselho Nacional do PSD, que ainda decorre, Rangel foi questionado se admite candidatar-se à presidência do partido, depois de o atual líder, Pedro Passos Coelho, ter anunciado na terça-feira que não será recandidato nas diretas que poderão realizar-se já em dezembro.

"Nós hoje viemos aqui apenas fazer uma reflexão. Este não é o tempo para nomes nem para números, este é o tempo de pensarmos qual é o futuro que queremos para o PSD", disse, remetendo para o artigo que escreveu na terça-feira no jornal Público.

Perante a insistência dos jornalistas, Rangel fez uma alusão a uma passagem bíblica: "Como se diz no livro do Eclesiastes, há tempo para rasgar e tempo para coser, há tempo para estar calado e tempo para falar, o tempo para falar foi lá dentro e o tempo para estar calado é cá fora".

De acordo com conselheiros nacionais presentes na reunião que decorre à porta fechada, Rangel fez uma intervenção muito aplaudida, na qual disse que o PSD não pode embarcar em "soluções amigas do Bloco Central", no que foi entendido como uma referência crítica a Rui Rio, que deverá em breve apresentar a sua candidatura à liderança do partido.

Também o ex-líder parlamentar Luís Montenegro fez uma intervenção muito aplaudida no Conselho Nacional, centrada nos elogios a Passos Coelho e na qual não abordou a futura disputa da liderança.

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