PSD lamenta morte de militar português no Mali

Partido enalteceu a coragem dos que protegem o país e as comunidades

O PSD lamentou hoje a morte de um militar português no Mali, na sequência de um ataque terrorista no domingo, e destacou a coragem dos que exercem profissões de risco e se dedicam a proteger o país.

"Nos últimos dias, temos sido recordados -- por motivos infelizes -- da coragem que muitos homens e mulheres revelam no exercício de profissões de risco. Dedicam-se a proteger os cidadãos, o país e as comunidades a que pertencemos, lutando pela segurança e pela paz, sejam eles bombeiros ou militares", destaca o PSD, numa nota enviada à imprensa.

Na nota, os sociais-democratas expressam "grande pesar" pela morte do militar português que integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, acrescentando "um sentimento de profundo agradecimento" ao sargento-ajudante Paiva Benido.

"É esse testemunho de coragem do sargento-ajudante Gil Fernando Paiva Benido que o PSD hoje sublinha", refere o partido, que envia as suas condolências à família e ao Exército.

O militar português que morreu no Mali na sequência de um ataque terrorista no domingo tinha 40 anos, era natural de Valongo e prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto, disse à Lusa fonte do Exército.

O sargento-ajudante Paiva Benido, casado e com duas filhas menores, integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos.

Uma nota do Exército adianta que o militar morreu "devido a confrontos ocorridos na sequência de um ataque de elementos rebeldes que provocou outras baixas entre elementos de outros contingentes".

Outros militares ficaram feridos, "incluindo um português", que "já se encontra completamente recuperado", refere a mesma nota.

O local onde ocorreu o ataque, Hotel Le Campement Kangaba, "é reconhecido e autorizado pela Missão de Treino no Mali como `Wellfare Center" para recuperação e repouso entre os períodos de atividade operacional dos militares que prestam serviço naquele país.

A missão da União Europeia no Mali é uma missão de aconselhamento e treino das forças locais. Os militares portugueses, que participam na missão desde 2013, prestam ações de formação em tiro, aconselhamento em matérias relativas à constituição e organização das forças do Mali.

Atualmente, encontram-se nesta missão seis militares do Exército, três da Força Aérea e um da Marinha.

O ano passado a missão da União Europeia viu aprovado um terceiro mandato. A participação de Portugal passou de sete militares para até 11 militares.

Um total de 580 militares participa na EUTM Mali, de 26 países europeus, sob o comando do brigadeiro General Peter Devogelaere (Bélgica).

Segundo se pode ler no "site" do Estado-Maior das Forças Armadas, a missão EUTM Mali consiste no aconselhamento das autoridades militares e civis, "com a finalidade de contribuir para a restauração da sua capacidade militar, na perspetiva de as preparar para a condução de operações militares, destinadas a restabelecer a integridade territorial do Mali e reduzir a ameaça que os grupos terroristas representam".

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