PSD aceita desafio de Marcelo para consenso de regime

Sociais-democratas lançam duas propostas para a coesão territorial que vão em breve dar entrada no Parlamento

O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, respondeu ao apelo do Presidente da República para um consenso de regime quanto a fundos estruturais e coesão territorial, dizendo que este entendimento é "obviamente passível de ser subscrito por toda a gente".

Quanto ao Portugal 2020, Jorge Moreira da Silva garantiu, à margem das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem em Coimbra, que o anterior governo PSD/CDS "deixou tudo pronto para poder ser rapidamente executado", logo a grande questão não é haver um consenso para "novas políticas", mas perceber a "capacidade de execução".

Para o PSD a grande preocupação é que "não falte a comparticipação do Estado, que é necessária para executar os fundos comunitários", num alusão à redução do investimento público que se tem verificado na atual legislatura. Para o vice-presidente do PSD, o consenso para a coesão territorial não é discutível, sendo necessário, ao invés, apresentar propostas. E o PSD lança duas: a criação de um estatuto de zonas de baixa densidade populacional e a criação de um sistema nacional de informação cadastral.

Jorge Moreira da Silva adverte que 50% do território não está cadastrado, o que não ajuda no combate ao incêndios. Daí que o PSD vá dar entrada com um projeto no Parlamento para criar este sistema, convidando o PS e os restantes partidos a apoiarem as propostas. "Estamos interessados em criar condições para que as propostas resistam a ciclos eleitorais, mas é preciso que os outros partidos façam o seu papel", pois são "reformas reivindicadas há décadas".

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