PS repudia medidas de separação de crianças junto ao embaixador dos EUA

Foi através de uma carta aberta que 21 deputados socialistas pediram o fim imediato das práticas

Deputados do PS enviaram uma carta aberta ao embaixador norte-americano em Portugal apelando aos Estados Unidos para que ponha fim imediato a práticas de separação de crianças das suas famílias, respeitando os Direitos Humanos.

Esta carta aberta dirigida ao embaixador George Glass é subscrita por 21 deputados socialistas, entre eles os presidentes das comissões de Assuntos Constitucionais, Pedro Bacelar de Vasconcelos, e de Educação, Alexandre Quintanilha, o "vice" da bancada socialista Pedro Delgado Alves, Isabel Santos, Helena Roseta, Edite Estrela, o antigo ministro Jorge Lacão e a porta-voz deste partido, Maria Antónia Almeida Santos.

Este grupo de deputados do PS refere que "foram divulgadas imagens de crianças atrás de grades em centros de detenção junto à fronteira dos Estados Unidos da América com o México, separadas das suas famílias", as quais "foram acusadas de atravessar ilegalmente a fronteira americana".

Para os deputados socialistas, essas imagens "são chocantes e constituem um atentado flagrante contra os Direitos Humanos".

"Esta política da administração norte-americana, para além de provocar um resultado desumano e de violência extrema contra estas crianças e suas famílias, viola, com clareza, os princípios fundamentais do direito internacional humanitário", consideram os deputados do PS.

Nesse sentido, os deputados do PS decidiram juntar a sua voz "à onda de indignação mundial, apelando aos Estados Unidos da América para que ponha fim imediato a esta política de separação das crianças das suas famílias, no cumprimento estrito da lei nacional e internacional e no respeito pelos Direitos Humanos".

Assinam ainda esta carta aberta a ex-secretária de Estado Catarina Marcelino, a ex-ministra Constança Urbano de Sousa e o líder da JS, Ivan Gonçalves, entre outros deputados.

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