PS acusa Assis de pedir eleições antecipadas antes de PSD e CDS

Dirigente socialista Pedro Nuno Santos sublinha a "proeza" de Assis de se antecipar ao PSD e ao CDS no pedido de eleições legislativas antecipadas

O dirigente socialista Pedro Nuno Santos acusou hoje o eurodeputado do PS Francisco Assis de antecipar-se ao PSD/CDS-PP a pedir eleições antecipadas e negou qualquer crise à esquerda, manifestando-se confiante que o Governo vai até 2019.

Pedro Nuno Santos, também secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, falava à agência Lusa enquanto dirigente nacional do PS, depois de Francisco Assis, tanto em entrevista à Antena 1, como num artigo no jornal "Público", ter classificado como esgotada a atual solução de Governo, colocando inclusivamente o cenário de eleições legislativas antecipadas.

"Gostaria que Francisco Assis viesse à próxima reunião da Comissão Nacional do PS para que, entre camaradas, podermos discutir o atual momento político em Portugal. É minha convicção de que a esmagadora maioria dos militantes do PS está realizada com o papel que o partido desempenha no Governo - e Francisco Assis pode ter a certeza que este Governo vai durar até ao fim da legislatura", reagiu o líder da Federação de Aveiro do PS e membro do executivo.

Para Pedro Nuno Santos, nas suas mais recentes posições, o eurodeputado e ex-líder parlamentar do PS nos executivos de António Guterres e de José Sócrates "conseguiu a proeza de se antecipar ao PSD e ao CDS no pedido de eleições legislativas antecipadas, o que a acontecer, efetivamente, como é fácil perceber, provocaria instabilidade política".

"Isto, quando o fator estabilidade política é a mais valia que Portugal apresenta no atual contexto europeu e mundial de elevada instabilidade", salientou o membro do executivo.

Ainda em relação às posições de Francisco Assis, Pedro Nuno Santos aludiu ao facto de o eurodeputado socialista se "queixar que a atual solução de Governo impossibilita fazer reformas".

"De facto, a atual solução de Governo não permite as reformas que a direita quer, como a privatização da Segurança Social. Se é dessas reformas que Francisco Assis está a falar, essas, na realidade, não são possíveis com este Governo - e não são possíveis não por causa do PCP ou do Bloco de Esquerda, mas porque o PS não as quer", frisou ainda Pedro Nuno Santos.

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