PS promete "aliviar no possível" carga fiscal e aumentos salariais

"Sucesso" foi a palavra mais repetida por Carlos César no discurso com que abriu o segundo e último dia das jornadas parlamentares do PS

É importante "prosseguir" o caminho feito, "com o mesmo critério" - mas "com mais cuidado", afirmou o líder parlamentar do PS, discursando perante os seus deputados, nas jornadas da bancada que estão a decorrer num hotel de Bragança. E fazê-lo sem esconder o que já foi obtido porque "a ocultação dos sucessos só serve a ladaínha desmoralizadora de uma oposição que ficou atrás do tempo que vivemos":

O também presidente do PS definiu como prioridade "aliviar no possível o excesso de carga fiscal sobre e as famílias, intervindo nos escalões do IRS" - embora "mantendo a trajetória das contas públicas e a reputação da gestão orçamental".

É preciso também, disse ainda, "continuar a melhor rendimentos pela via direta remuneratória e pelas prestações sociais", além de "melhorar o SNS, diminuir as desigualdades e apostar em todas as dimensões de modernização e de eficiência competitiva".

Estas - insistiu - "são as orientações que devem continuar a agenda" do PS e do seu Governo, sendo necessário "alocar mais recursos e gerir com inteligência o investimento público, na sequência da saída do procedimento de défice excessivo"

César - tal como ontem Ferro Rodrigues tinha feito - definiu como prioridade o combate à pobreza. "Apesar dos bons resultados da governação do PS", vivemos "num país com muitas desigualdades e com cerca de 2 milhões e 600 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, atingindo 487 mil crianças e 468 mil idosos". Ou seja, "estão longe de poderem abrandar" as obrigações do PS neste campo.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.