PS insiste na abertura da base de Monte Real à aviação civil

Deputados do PS mantém reivindicação de abrir base aérea de Monte Real à aviação civil, militares sem contactos formais.

Os deputados do PS eleitos por Leiria mantêm a reivindicação da abertura da base militar de Monte Real à aviação civil, uma das bandeiras da campanha na região, apesar da mudança de governo.

O deputado socialista José Miguel Medeiros disse esta segunda-feira ao DN que os investimentos a fazer naquela base militar terão de ser feitos ou pela ANA - caso essa infraestrutura civil integre a rede de aeroportos - ou por investidores privados.

"Ninguém colocou" na mesa a hipótese de ser a Força Aérea, via Ministério da Defesa, a custear as necessárias obras de adaptação (acessos, novo terminal), referiu José Miguel Medeiros, que há dias requereu via Parlamento uma cópia do estudo que o então ministro da Economia, Pires de Lima, "disse que iria mandar fazer, quando recebeu a comitiva socialista de Leiria",

A Força Aérea, que conhece há anos essa intenção de abrir Monte Real à aviação civil, referiu que "nunca houve uma abordagem formal" com o ramo sobre a matéria e que mantém abertura para esse efeito.

Note-se que Monte Real é uma base militar da NATO, onde operam os caças F-16 de defesa aérea que estão em prontidão de 15 minutos para descolar em caso de necessidade.

O requerimento assinado pelos deputados de Leiria indica alguns números sobre a região centro para fundamentar aquela pretensão: representa "cerca de 30 000 milhões de euros anuais para a economia nacional (13,21% do PIB); o Rendimento Disponível Bruto é de 20,5 mil milhões de euros (20,8% do valor nacional); a Formação Bruta de Capital Fixo ascende aos 6,9 mil milhões (21,2% do total); tem mais de 255 mil empresas e mais de meio milhão de trabalhadores.

"Há uma procura turística crescente", liderada pelo Santuário de Fátima - com "cinco milhões de turistas por ano" - e que envolve também a prática do golfe, desportos de montanha e praia, referiu o deputado.

"O ministro [Pires de Lima] não assumiu uma posição favorável ou contra. Disse que faria um estudo e queremos saber se há estudos e em que sentido eles apontam", insistiu o deputado, adiantando ao DN que "a abertura ao tráfego civil não é incompatível com a base aérea militar".

"Não há oposição das Forças Armadas, que consideram que é possível o uso da base aérea de Monte Real por civis e militares" e que isso até foi objeto, em meados dos anos 2000, da assinatura de um protocolo pelo então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, assinalou José Miguel Medeiros.

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