PS exige a Passos dados financeiros para continuar conversas

Socialistas "não temem a rutura" negocial depois de Passos ter admitido que talvez fosse altura de terminar as conversas

António Costa também vai endereçar nova carta ao lider da coligação PSD/CDS e depende igualmente da resposta a essa carta a continuação de conversações.

Em 10 de outubro, os socialistas já tinham enviado à coligação uma carta pedindo "alguma informação macroeconómica" e que essa "informação cubra a totalidade da legislatura". Esclarecendo que seja dada informação "para cada um dos anos do período relevante, 2016-2019".

Falando esta tarde em Lisboa, o presidente do PS, Carlos César, disse que os socialistas "não temem a rutura" negocial, depois de o presidente do PSD e primeiro-ministro em exercício, Pedro Passos Coelho, ter admitido a possibilidade de não voltar a reunir-se com o PS para encontrar uma solução de Governo.

"Já tive duas reuniões com o PS e não tenciono ter mais nenhuma para fazer de conta ou simular que se está a alcançar algum resultado pois o PS não deu contributo nenhum", afirmou Passos Coelho.

Compete ao PSD e ao CDS responderem às questões que o PS lhes colocou

"Compete ao PSD e ao CDS responderem às questões que o PS lhes colocou em matéria de esclarecimento de assuntos que são essenciais. Compete também ao PSD e ao CDS responderem afirmativamente ou negativamente à carta que lhes enviaremos na sequência da reunião de terça-feira, especificou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores", afirmou ainda César.

"Quem precisa de fazer negociações com o PS é justamente o Governo que tem minoria [PSD/CDS], que não está em condições de se apresentar ao Presidente da República como uma alternativa estável. O PSD assumirá as suas responsabilidades perante os portugueses se romper com um diálogo que visa a constituição de um Governo estável", acrescentou.

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