Protestos marcam arranque das aulas

O início das aulas está a ser marcado por protestos em alguns pontos do País. O Parque das Nações em Lisboa, onde alunos têm aulas em contentores, é um dos casos em que os pais protestaram contra a falta de condições da escola.

Ainda há turmas sem professor e os pais protestam contra o aumento do número de alunos por turma. O secretário de Estado João Casanova de Almeida admitiu, à RTP, haver situações pontuais que ainda precisam de ser resolvidas. "As escolas que vão abrir são a grande maioria. As restantes são casos pontuais que estão a ser trabalhados pela administração juntamente com os diretores, os professores e os funcionários. Os casos pontuais são muito poucos".

Ao DN Jorge Ascenção, presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais), reconhece também existir "uma ou outra escola em protesto". No entanto, "apesar da pressão que houve na preparação do ano letivo, com o aumento de alunos por turma, o atraso na colocação de professores, o fim de cursos que levaram os alunos a mudar de área", Jorge Ascenção elogia o trabalho que as escolas e as famílias estão a fazer. "Na generalidade está tudo a correr com a normalidade dos anos anteriores graças aos esforços das escolas e dos pais".

Em Lisboa, o DN esteve na Escola Básica do Parque das Nações onde os pais deixaram à porta os cartazes de protesto pela manutenção de uma turma do jardim de infância num contentor. "As obras da escola ficaram a meio e uma turma tem de ter aulas num contentor", explicou o pai de um desses alunos. Os encarregados de educação pedem a conclusão das obras.

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